Aversão a Perdas: Comparação de Decisões de Investimento entre Investidores Individuais e Fundos de Pensão no Brasil
Luiz Augusto Martits, William Eid Junior
Resumo
O objetivo deste artigo é analisar se o uso de uma função preferência que incorpora assimetria na reação do investidor frente a ganhos e perdas (aversão a perdas) permite gerar resultados mais coerentes com o comportamento real de investidores brasileiros, na seleção dos seus portfólios de investimento, do que uma função que não incorpora este comportamento (função utilidade tradicional). Os resultados quanto à participação do investimento em ações na composição do portfólio ótimo gerados pelos dois tipos de função são comparados com dados reais agregados de investimentos de dois tipos de investidores brasileiros (fundos de pensão e investidores individuais) visando verificar a capacidade de cada função em replicar o comportamento destes investidores. As simulações indicam que a função utilidade tradicional deve ser rejeitada como modelo representativo do comportamento dos investidores individuais, sendo este comportamento melhor representado por uma função que incorpora aversão a perdas.
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